quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Minha Alegria está em Cinzas




Eu já não vejo solução possível para nada. O mundo me ficou avesso. Meio obscuro, meio sem graça. Estou com medo. Onde está minha alegria. Quem sequestrou minha vontade de viver? Cadê minha hipocrisia que fazia de mim estável e do qual eu tinha repulsa. Ela era que fazia a vida ser possível. Tenho tudo o que desejei, e não estou feliz. Eu devia estar bem e não estou. Acho que a saciedade fez de mim uma pessoa mais chata ainda. Tudo não passa de cenário escuro e sem vida. Uma estrada orleada por cinzas, meu caminho é um descaminho. O que digo não tem sabor. Cadê minha alegria, quem me sequestrou para fora daqui?


Eu não estou me entendendo e o não-entender me torna vazio, mas cheio de campo verde para ser pastado. Sou aquela ovelha perdida no emaranhado campo verde. Minha hirsuta idéia de felicidade morreu hoje, sinto que não há solução para problema algum e toda tentativa já é frustada no seu nascimento.


Todos não passam de mentirosos impunes! Mentem até mesmo quando falam a verdade, toda a verdade sepultou minha felicidade. Sim, vocês jogaram a última pá de cal na minha alegria. A sinceridade está absorta no emaranhado das palavras mortas. Todo o alfabeto, cada letra segue impune e estou contorcendo de dor. Fui enganado por ser livre, por ser aquela ovelha inocente que confia!


Minha alegria está em cinzas e sinto, que nenhum sentimento será capaz de a reaviver!

Um comentário:

  1. Rapaz, tenso, muito tenso, literariamente falando ficou muito lindo, uma versão ao contrário daquele texto sobre esperança que me mostrou certa vez, que eu falei que tinha ouvido ser recitado por Ana Carolina, muito bonito, agora, sobre a realidade dos acontecimentos, uma pena que nem todos saibam levar as coisas com suavidade, como se nossa felicidade dependesse do outro, é um sentimento estranho e melancólico, escreva mais, mais, mais... Abraços, to aqui pra qualquer coisa heim.

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